O primeiro post de 2012 (!)
Publicado por em janeiro 9, 2012
Eita, que esse blog está virando mensal!
O ano mal começou e eu já estou com impressão que o natal foi há 5 meses. O natal mais preguiçoso de todos os tempos, mal-mal saí de casa, e mal posso esperar pelas próximas férias.
Não costumo fazer promessas de ano novo por dois motivos. O primeiro é que eu sou a pessoa mais indisciplinada da universo, então não adianta nada – não engano nem a mim mesma. E segundo eu acho meio besteira esperar chegar 31 de dezembro para colocar os planos em prática. Quer de verdade, então vai lá e começa a fazer (a não ser que você seja indisciplinada como eu
).
Maaas tenho que admitir que este ano quero pelo menos passar a estudar mais francês. Desisti das aulas (não estava gostando), mas comecei a fazer o Rosetta Stone em casa e estava gostando bastante. Aí veio a mudança, depois visitas brasileiras, seguidas pelo congresso, viagem a Portugal, natal, ano novo e pum! Cá estamos. Mas dessa vez vai!
Fora isso, muitos planos. Cheia de viagem pela frente, poucas delas para lugares desconhecidos, mas com companhias fantásticas. Também vai ser o ano do ou vai ou racha no trabalho – a coisa está ao mesmo tempo promissora e tensa. Mais sobre isso depois da minha avaliação de performance em março. Dedinhos cruzados.
Vamos ver se, apesar de não ser promessa de ano novo, eu também consiga postar frequentemente.
Se não, fica sendo promessa pra 2013… hihihi
Portugal, especial para a Vivi
Publicado por em dezembro 25, 2011
Difícil foi escolher, entre 700 fotos
Lisboa


Cascais


Cabo da Roca

Sintra

Peniche

Óbidos

Batalha

Tomar


Coimbra

Mata do Buçaco


Aveiro

Guimarães

Braga

Bom Jesus do Monte

Monte de Santa Luzia

Porto e Gaia


Atualizando
Publicado por em dezembro 2, 2011

Vince não ficou feliz com o hiato.
Melhor acabar logo com essa enrolação e atualizar esse blog, né? Vamos a uma rápida atualização, os detalhes eu conto depois:
- Passamos 12 dias “road-tripping” em Portugal. Foi ótimo, vimos tanta coisa!
- Tive uma experiência culinária tão fantástica em Lisboa que acho que minha vida nunca mais será a mesma.
- Passei meu aniversário no Porto, com direito a declaração emocionada do marido e a prova de que ele me conhece. Pablito ganhou um amiguinho!
- No trabalho, tudo bem estranho. Estamos aguardando o anúncio sobre uma reestruturação no nosso departamento que, apesar de ninguém “saber de nada”, provavelmente vai significar que eu terei um chefe novo. A confirmação sai quarta-feira.
- Esse fim de ano está sendo uma tentação e uma gastação sem limites. Estou com muito medo de olhar nossa conta no banco e cair pra trás (também estou com medo de subir na balança, mas não vem ao caso no momento). Ai, tentações!
- Ano que vem será oficialmente o ano em que todo mundo que eu conheço vai finalmente cumprir a promessa de vir me visitar. Até agora, são 4 pares confirmados e outro quase confirmado. Nosso sofá cama ficará feliz, yey!
Madrid!
Publicado por em novembro 13, 2011
Trabalhar no fim de semana é normalmente um saco, mas eu tenho que dizer que todos os anos eu espero ansiosamente este congresso em Novembro. Cada ano é num lugar diferente, é trabalhoso mas ao mesmo tempo super gostoso de organizar, e por mais que seja uma semana cansativa (de sábado a quinta), ver o pessoal de todos os lugares do mundo e comer comidas deliciosas às custas da empresa fazem valer a pena… hihi
Foi minha primeira vez em Madrid e gostei bastante! Eu normalmente meço o meu amor a uma cidade dependendo se eu consigo me imaginar morando nela ou não. Bom, eu não gostaria de morar lá, mas com certeza é um lugar super bacana, com uma atmosfera incrível!
Fomos procurar um lugar para jantar no sábado, e meu Deus, quanta gente na rua! Mesmo vindo da capital brasileira dos botecos, fiquei impressionada com a vida noturna em Madrid. Quase meia-noite e as ruas absurdamentes lotadas com pessoas indo para os barzinhos de tapas. Algo parecido na Suíça só rola em ocasiões muito especiais. Lá, pelo que eu escutei, é todo fim de semana.
Como este congresso é o momento do ano que todos os gerentes da outras afiliadas da empresa se juntam (70 pessoas), a gente quer matar as saudades e passar o máximo de tempo botando o assunto em dia, o que significa ir para cama tarde, mesmo tendo que acordar cedo na manhã seguinte. Como ano passado em Praga eu fui dormir super tarde todo santo dia, e no último dia parecia um zumbi de tão cansada, prometi que não iria fazer o mesmo este ano: dormiria cedo todos os dias e me limitaria a um copo de bebida alcoolica por dia.
Nem precisa dizer que eu não consegui manter a promessa, né?
No geral eu não bebi muito, mas… Calculei, e a média de horas de sono durante a semana foi de 4 horas. Quarta, a última noite, ficamos no bar do hotel e quando este fechou, fomos dançar (big boss foi junto!) e só fui para cama às 5 da manhã. Tive que acordar às 7:30!!! 2.5h de sono! Isso depois de uma semana inteira dormindo apenas 4-5 horas por noite, no máximo. Noção, nasci sem.
Na sexta, já de volta ao escritório, rolou uma mini ressaca moral, quando eu lembrei a quantidade absurda de imbecilidades e assuntos “privados” nós falamos. As fotos nossas também não mentem sobre o quanto nós bebemos e nos divertimos. O bom é que todo munto estava “na mesma” (=bêbado e dormindo pouco), o que diminiu a vergonha um pouco. E no fim o feedback da reunião foi fantástico! O melhor até agora! O que me faz já começar a empolgar com o congresso do ano que vem, em Berlim.
A festa
Publicado por em outubro 29, 2011
Como eu falei, as comemorações dos 30 anos do maridão finalmente chegaram ao fim com a festa mais aguardada do ano. Yeah baby.
Sabe, no ano passado fomos na primeira festa de 30 anos de alguém da turma. Festa inesquecível! Nunca vou me esquecer do tédio profundo que senti numa festa em que a música ambiente era Enya e com a maior concentração de pessoas desinteressantes por metro quadrado do planeta. Enfim, uma baita duma inspiração de tudo o que a gente não queria que fosse a festa de 30 do M.
Daí que resolvemos que o tema da festa seria “festa sem tema mas com coisas divertidas”. Isso na nossa cabeça equivale a:
- convidados divertidos
- música para dançar
- muita Becherovka
- muita comida
- coisas ridículas, como uma piñata e karaokê (é sério)
- sem hora para acabar

O duro é o dia seguinte.
Tirei o dia de folga na sexta anterior e passei o dia inteiro: fazendo compras; selecionando e imprimindo fotos; montando painel surpresa. Era para eu ter cozinhado bastante na sexta e ter um dia relaxado no sábado, mas meu santo cristo! Como deu trabalho esse painel! Pelo menos ficou fabuloso! (sempre quis escrever isso num post… hihi)
Sábado passei o dia inteiro cozinhando. Fiz 2 bolos de baunilha (ou melhor, 1 massa dividida em 2 formas), e cada um com sua cobertura: uma de côco com chocolate branco e a outra de framboesa. A de côco eu peguei dessa receita aqui, que eu já tinha testado com cupcakes e sabia que é ótima. Só que eu pensei: bom, a receita original da cobertura serve pra 12 cupcakes. Como eu preciso rechear e cobrir o bolo, melhor então eu dobrar a receita.
Certo?
Porcaria nenhuma. Como eu não desconfiei que 1kg de chocolate era realmente um pouco demais para um bolo médio, é um mistério… Demorou uma década para esfriar e quando finalmente coloquei na batedeira, o troço quase que transborda da tigela. Tem noção da propoção do doce, considerando que a tigela tem capacidade para quase 5 litros?! C-i-n-c-o litros de cobertura! Rechei o bolo generosamente, o que resultou em uma coisa que só consigo descrever como “cobertura de côco recheada de bolo”. E ainda assim, sobrou cobertura para mais uns duzentos bolos. Comi “mousse” de chocolate branco com côco a semana toda e ainda assim tive que jogar uns 27kg de cobertura fora hoje, pois infelizmente dizem que creme de leite é perecível. (meu estômago concorda). Mas estava uma delícia.
Para completar a orgia gastronômica, tivemos cachorro quente brasileiro (sem purê). Fez o maior sucesso, e me deixou muito satisfeita porque foi o que menos deu trabalho!

Tem que explicar senão os gringos não entendem.
A festa foi fastástica! Só que infelizmente a piñata (feita a mão por moi) ainda sobrevive. Marido deu PT resolveu tirar um cochilo no sofá da sala às 1:30 da manhã, o que impossibilitou a destruição da mesma. Pelo menos meu aniversário é em 1 mês! Yeah!
Como garantir seu lugar no céu das boas esposas
Publicado por em outubro 16, 2011
Mal posso acreditar que marido vai completar 30 anos agora no fim do mês. Da primeira vez que nos falamos ele tinha acabado de completar 19 anos!
*pausa para lágrimas, ai como eu estou velha*
O legal é que a crise dos trinta passou looonge da pessoa. Nunca vi uma pessoa tão tranquila sobre envelhecer. Segundo ele, ele se sente bem e “adulto”. Eu me sinto idosa desde os 23, então imagino que quando eu chegar aos 30, minha reação será à la Joey Tribbiani…
Portanto eu fico feliz que pelo menos um de nós é uma pessoa centrada e adulta. (ironia mode on)
No começo do ano ele disse que queria um relogio chique como presente para marcar a data. Mas pessoa madura que é (ahahaha), mudou de idéia e decidiu que era melhor um presente mais representativo da sua entrada no mundo dos adultos (ahahaha 2). E que presente melhor do que um braço inteiro tatuado?! \o/
Eu sou contra presentes “combinados”, ainda mais numa data como esta. Deixei que ele achasse que a tattoo seria mesmo o meu presente para ele. Até que, faltando exatamente 30 dias para o aniversário dele, ele acordou para isso:

30 dias de presente para o aniversário de 30 anos. Vou pro céu?
Enchi o apê com balões, fiz um calendário com cartolina, servi panquecas com geléia no café (nunca faço isso em dia de semana) e dei início ao presente de verdade: 30 presentes.
Depois do susto (ele achou que eu já tinha saído de casa), da cara de “?” e achar que eu era louca por colocar balões pela casa mesmo estando 1 mês do aniversário dele, caiu a ficha. Agora ainda faltam 7 presentes, e a pessoa, que no início se dizia com vergonha por eu estar tendo todo esse trabalho, agora chega à noite já perguntando o que vai ganhar dia seguinte.
No fim, grande parte dos presentes não são “coisas” propriamente dizendo, mas atividades e mimos pequenos, só para que o mês seja especial. Já fui no treino de jiu-jitsu com ele (não treinei), no trabalho dele para almoçarmos juntos, fizemos uma noite de cinema (meu presente nesse caso foi prometer ficar acordada), e hoje teremos comidinha brasileira. Dos presentes de verdade, ele já ganhou posters, blu-rays dos filmes favoritos, CD, livro de japonês, e um capacete de bicicleta – que eu comprei errado na versão infatil, abafa! – e até uma revista Playboy. Vou para o céu ou não vou!?
Um dos presentes foi M&Ms personalizados. Sabia que é possível encomendar M&Ms de verdade com frases e até mesmo fotos? Pois é, pode! Mas com fotos, apenas nos EUA, então precisei mobilizar metade dos funcionários da minha empresa para conseguir encomendar. Pedi com o cartão de crédito de uma colega para o marido não ver na minha conta, mandei a encomenda para uma assistente na Califórnia e um dos gerentes buscou para mim. Agora todo mundo sabe da história, me perguntam diariamente qual o presente do dia, e as outras meninas casadas imploram para que eu jamais divulgue essa minha idéia para nenhum outro homem… senão nenhuma esposa vai ter mais sossego.
A “brincadeira” acaba fim de semana que vem com a festa. Marido já disse que no aniversário de 40 ele vai querer 40 presentes também. Ih, agora eu entendo a preocupação da mulherada do escritório!
Visitas brasileiras e um mundo de aventuras
Publicado por em outubro 9, 2011
Dias de turismo intenso graças a visitas brasucas aqui na terra do chocolate, hence meu desaparecimento. Amigo dos tempos de colégio por 1 semana, amiga da faculdade e seu respectivo por 5 dias. Enfiada de pé na jaca nível vermelho cintilante com led roxos piscantes. Por que comida típica tem que ser tão absurdamente engordativa e ao mesmo tempo proporcionalmente deliciosa?
Rolou uma confusão básica na hora de buscar o Pedro, que chegou da Itália num domingo. Depois da tensão para dirigir pela primeira vez com o carro novo do sogro (e ainda por cima, sozinha e para um lugar onde nunca tinha ido), o trem de Milão chegou sem meu ilustre convidado.
Eu já me preparava para vontar para casa tentar entrar em contato com o pai da pessoa lá na Itália. Mas daí encontrei por acaso com uma amiga do trabalho que estava no mesmíssimo trem, e ela me disse que o Pedro provavelmente deveria ter se confundido, pois houve um problema em Chiasso e o trem pararia em Bellinzona, onde ele teria que fazer baldeação. Pensei: vou esperar, ele deve chegar no trem seguinte. (vacilo nosso não ter pensado em pegar o celular um do outro para eventualidades como essa – então era lógico que daria merda, né!)
E assim esperei. Os próximos quatro trens. 3 horas de espera depois, nada de Pedro. Peguei meu burrinho e fui para casa, afinal, brasileiro com 28 anos nas costas deve saber se virar, né.
Depois de 30 minutos dirigindo consigo entrar em contato com a namorada dele, que mora em Angola. Ela, que entrou em contato com meu irmão (que também está em Angola), que ligou para minha mãe no Brasil, que passou o telefone aqui de casa, mas não tinha meu numero de celular. Tudo isso para avisar que o Pedro na verdade confundiu o horário do trem e perdeu o maldito lá em Milão mesmo! Chegaria às 20:30 (eram 20:00), então bora voltar para o carro e dirigir por mais meia hora.
O mais incrível é que por mais que a chegada do Pedro tenha envolvido uma mobilização intercontinental entre Suíça-Itália-Angola-Brasil, eu não consigo me surpreender quando essas coisas acontecem envolvendo meus amigos.
Juro que teria ficado até um pouco chocada se ele tivesse descido do trem no horário certinho.
Depois foram só dias lindos, com a outra amiga chegando na quarta seguinte, muitas reclamações sobre minha incapacidade de dirigir e muitas, muitas risadas. Adoro visitas brasileiras, mesmo na versão “com emoção”.
Perdida em Amsterdam (literalmente!)
Publicado por em setembro 22, 2011
Só para constar:
- Idas a Amsterdam: 3
- Museus a visitar: um zilhão
- Museus visitados: zero.
E o pior é que a culpa é puramente minha.
Da segunda vez que eu fui visitar o marido na Suiça, há uns 6-7 anos atrás, meu vôo fazia escala em Schiphol. Como eu teria umas 6 horas à toa, peguei o trem até o centro, mapa na mão e fui explorar a cidade, com apenas 2 objetivos: ver a casa do Rembrandt e a casa da Anne Frank.
Lógico que eu me perdi e fui parar no bairro da luz vermelha.
Pelo menos vi os canais, comprei souvenir e talz, então tudo bem. Em janeiro fui de novo a trabalho, mas não tive tempo de ver nada. Além do mais, estava fazendo um frio absurdo e chovendo, então nem estava com muito saco para passear mesmo.
Já desta vez resolvi que iria chegar um dia antes da reunião só para finalmente ver o que eu quisesse por lá.
E é lógico que eu me perdi.
Eu juro, eu sou uma pessoa inteligente, é sério. Mas eu não entendo o que tem naquela cidade que faz com que não consiga achar nada, mesmo com mapa. Eu bem que pensei em pegar o ônibus, mas achei uma plaquinha que dizia: Rijksmuseum, 2.4 km. Putz, é só apertar o passo que eu chego lá rapidinho à pé, certo? Bom, peguei a tal ruinha principal, fui andando. Depois de uns 20 minutos, resolvi olhar o mapa para saber quanto tempo ainda faltava e oops… não sei como, mas eu simplesmente estava uns 2km a oeste de onde eu achei que deveria estar. Volta a procurar pra onde ir, me ponho a andar. 10 minutos depois olho no mapa e de novo tinha errado o caminho. E foi assim o tempo inteiro! Malditos canais e becos!
Quando cheguei finalmente o museu já estava para fechar, então nem entrei.
Ô ódio! Até para voltar foi meio complicado, mas no fim me achei e ainda fiquei dando umas voltas perdidas por lá mesmo (afinal: tá no inferno, abraça o capeta!)
O bom é que eu não creio que haja muitos lugares mais interessantes para se perder do que Amsterdam.
Mas só sei que no dia que eu for para o Japão, eu provavelmente não vou conseguir voltar.

O primeiro mico no estádio
Publicado por em setembro 13, 2011
Sábado passado fui pela primeira vez num jogo de futebol na Suíça. Pense numa pessoa empolgada.
Com a minha vaaaasta experiência de ir ao estádio em vários países (2) assistir incontáááveis partidas (umas 4), posso então concluir que jogo de futebol é tudo mais ou menos a mesma coisa não importa o país. Posso dizer que a empolgação aqui foi igual no Mineirão, exceto que o estádio é menor, o público é menor, e a infraestrutura é melhor.
Agora, algo que eu nunca havia experimentado antes: um belo de um tombo na arquibancada. Ah, foi simplesmente maravilhoso. Um bilhão de pessoas se espremendo nas escadas, incluindo esta que vos escreve. Opa, é gol. Visualize, em câmera lenta:
Goooooool \o/
… outch! O que foi isso, um tabefe?! Oooopaaaaaa eu estoooouuuu perdendo o equilíííbrioooo… olha aqui um braço vou agarraaaaaarrrrr… ai meu Deus esse braço é de um desconhecidooooo… ixi, acho que a namorada não tá gostando que eu estou segurando no braço desse cara nãooooooo… putz, esse chão tá muito sujooooo não posso caiiiiiiir… ufa, ainda bem, estou voltando a ficar equilibradaaaa…. uh-ohhh… como será que esse sujeito ainda não me xingou por eu estar com as unhas encravadas no bíceps dele meu Jesus… opa opa opa opaaaaaa… marido ainda não percebeu que eu estou caindo e ainda por cima levado um estranho junto comigo, vamos ter que conversar…. putz, muito difícil retomar o equilíbrio se esse povo fica pulando o tempo todo… ai meu Deus, acho melhor me entregar, né…
… CATAPLOFT!
Depois de mil desculpas (e de um marido que não percebeu em nenhum momento o acontecido), um desconhecido com cara de medo, sobrevivi.
Vitória!
No fim o jogo ficou 3:1 para “nós”, o que eu normalmente acharia fantástico, exceto que aqui o público da arquibancada tem uma mania simpática de comemorar fazendo chover cerveja. É, lindo, não? É gol = joguemos a cerveja para o alto. Ter lavado o cabelo antes do jogo não foi minha melhor idéia.
Ainda fui discutir com amigo engraçadinho, quando eu disse que nos estádios do Brasil não chove cerveja não. O fofo veio falar que é porque ninguém tem grana para a cerveja. Filho, cerveja é pra beber! Otário é quem desperdiça, viu?
Pelo menos me falaram que existe até shampoo de cerveja, então mal para o cabelo não deve ter feito.
Você conhece a Eslováquia?
Publicado por em setembro 11, 2011
Chegamos na vila onde os parentes do marido moram às 9 da manhã e fomos recebido por dois tios ensanguentados, penas por todos os lados e um sorriso no rosto.

Vintage aqui é sem querer
- Bom dia! Que maraviiiiiilha, vocês chegaram! Entrem, entrem! Estamos matando patos.
Aí eu me lembrei porque eu adoro visitar os parentes do marido na Eslováquia. Adeus pudores, aqui matamos patos sábado de manhã e bebemos vinho antes do almoço. Bem-vindos!
É muito bizarro como eu me sinto muito mais próxima do Brasil num lugar que até muito recentemente era o completo oposto de um país aberto. Mas nada como uma família de loucos para me deixar um cadim mais próxima de casa. Se entendo alguma coisa que eles falam? Não. Nem uma unica palavrinha, mas mesmo assim me divirto demais! E acho que eles se divertem comigo também – acho que não estão acostumados com gringos lá na roça não. Não esqueço a primeira vez que eu fui pra lá, a conversa do maridex com sua avó:
- O cabelo dela é tão lindo! Ela pinta há muito tempo?
- Não, vó. O cabelo dela é preto assim mesmo.
- Preto assim? Naturalmente?
Mas e pra ficar enroladinho, ela faz o quê?

Tatra, os alpes da Eslováquia - rá, duvido que você já foi!

Quer comprar? Está à venda.

Fim do mundo, prazer!
Uma pena que não pudemos passar tanto tempo com a parentada dessa vez, já que a maior parte da viagem passamos viajando com meus sogros, que (marido que me perdoe) não exatamente o sinônimo da diversão e espontaneidade. Mas já estamos programando um fim de semana prolongado ano que vem. Existe remédio / vacina contra os males do álcool no corpo? Porque sinceramente, acho que meu fígado não aguenta outra introdução “à eslovaca” aos efeitos medicinais da Becherovka não.