Islândia – hiking e a aurora boreal

Antes de irmos dormir na noite anterior o Martin soltou uma das suas: “e se quando você acordar amanhã e olhar para fora e ver que todos os moledros desapareceram?” 😮 Pânico total, né? Mas por sorte não, qualquer alienígena que passeia por esse país estava ocupado demais para sumir com os montinhos durante a noite.😉

Nossa próxima parada era Kirkjubæjarklaustur. Chovia horrores, ventava horrores, e foi triste não poder ver as montanhas lindas que sabíamos que existiam pelo caminho. Mas pelo menos passamos por espetaculares campos de lava cobertos de musgos.

Olhe que espetáculo!

Olhe que espetáculo!

Eu já sabia que eles existiam, mas mesmo assim ainda fiquei surpresa de como eram enooooormes. Nunca vi nada igual, lava a perder de vista! Paramos na beira da estrada algumas vezes para tirar fotos e explorar um pouco, observando aqueles montes fofinhos que iam até onde a vista alcançava. Foi impressionante, imaginar tanta, tanta lava que parecia não ter fim. Só fiquei chocada por ver a sujeira que algumas pessoas deixaram para trás nos campos… Era triste ver papel higiênico e outras sujeiras jogados num lugar tão lindo e significativo. O povo não tem educação mesmo, não importa onde estamos. Ainda assim ficamos um tempinho por lá pois o lugar era bacana demais. E acho que exagerei até na quantidade de fotos, como era de se esperar…😉

Chegamos em Kirkjubæjarklaustur debaixo de chuva e ficamos confusos sobre qual caminho pegar, até que vimos um centro para turistas e fomos lá pegar informação. A moça recomendou que fizéssemos uma trilha ali por perto e lá fomos nós.

A trilha é morro acima, mas nada impossível de fazer mesmo para as pessoas menos em forma como eu😉 (na hora eu achei que fosse morrer, mas agora que já passou posso fingir que não foi tão difícil…😉 ) Subimos a montanha acompanhando um riacho / cachoeira, chegamos lá em cima ao encontro de um lago bonitinho cheio de patinhos. Havia uma lenda sobre o tal do lago, algo sobre freiras, fantasmas, sei lá, não me lembro mais… Só sei que não vimos fantasma algum, apenas nós mesmos tivemos coragem de fazer trilha numa chuva daquelas. Sério que quando eu paro para pensar nesse dia eu tenho que reconhecer que nós não somos muito normais em fazer trilha no meio da chuva. E depois de tanto subir ainda tivemos que descer um caminho super íngreme, fiquei morrendo de medo de cair!

Subindo a montanha...

Subindo a montanha…

E já la em cima! Os únicos doidos...

E já la em cima! Os únicos doidos…

Segundo o nosso guia, uma das atrações da cidade era uma formação mineral em forma de decágonos chamada Kirkjugólf. No nosso caminho de volta para o carro nos a encontramos, mas que trem mais sem graça! Decepcionei! Nem vou postar foto pois não vale a pena.

Como a chuva não passava, depois de almoçar (hamburguer, fish & chips pra variar) nós resolvemos experimentar as famosas piscinas islandesas. Li em algum lugar que toda cidade ou vila da Islândia possui uma piscina. Esta onde estávamos parecia fazer parte de uma escola, haviam várias crianças fazendo esporte por lá. Mas a piscina em si estava coberta, achamos até que eles estavam fechados, mas foi só nós chegarmos que eles abriram as piscinas só pra nós😀 Nesses lugares é obrigatório o banho antes de entrar na água. E não é ducha igual estamos acostumados não: é banho mesmo, tem que tirar a roupa e lavar o cabelo com shampoo e tudo mais. Como não tem cabine individual, tem que perder a inibição mesmo…

Entrar na agua quentinha enquanto chovia e ventava foi gostoso demais. O “clube” era pequeno e estava praticamente só para nós, tinha uma piscina grande com a água menos quente que eu nem arrisquei (marido nadou), mais duas piscinas pequenas com água mais quente. Eu acabei ficando quase o tempo todo na piscina com água a 38 graus, pois não tinha como resistir…🙂 Fora a vista linda para as montanhas onde fizemos nossa trilha, e lindas cachoeiras.❤

Seguimos viagem, passamos rapidinho na Dverghamrar, uma formação rochosa bem pitoresca. Infelizmente como o tempo não colaborava não passamos muito tempo por ali, e nossa próxima parada era para visitar a Black Waterfall, que eu estava empolgadissima para ver! Ela fica dentro de um parque natural chamado Skaftafell, que possui uma boa estrutura, bem sinalizado e talz, mas chegando lá ficamos sabendo que a trilha mais curta para a cachoeira estava fechada, e tivemos que encarar a trilha longa. Sinceramente não sei como tive forças, pois eu estava exausta!! Acho que o banho quente mesmo que ajudou, e a curiosidade que era demais…🙂

Dverghamrar

Dverghamrar

O passeio até lá é muito bonito. Fora a cachoeira principal haviam várias outras quedas d’água lindas no caminho – em cada “dobra” vimos uma mais linda que a outra. Vimos ainda muitos pássaros e plantas diferentes. Mas tomei um susto enorme: no meio do caminho o marido quis ver a vista a partir de um ponto de observação, quando de repente bateu um vento super forte e ele quase que cai penhasco abaixo. Fiquei em pânico, demorei muito tempo para me acalmar e voltar a aproveitar o passeio. Vontade de matar o Martin por inventar de fazer estripulias!!!

Lindas cachoeiras pelo caminho

Lindas cachoeiras pelo caminho

No caminho para a Black Waterfall

No caminho para a Black Waterfall

Mas no fim...

Mas no fim…

... valeu a pena!!!

… valeu a pena!!!

Quando voltamos para o carro debatemos se deveríamos ficar no camping do parque, que tinha uma estrutura boa. Mas sei lá, como tínhamos uma experiência ótima na noite anterior dormindo junto a natureza eu insisti que fossemos procurar uma dessas clareiras para picnic no caminho. O problema é que ventava tanto, mas tanto, que era difícil até para o Martin dirigir! Chegamos a parar num picnic no meio da estrada, mas não tinha jeito de ficar lá com tanto vento! Até abrir a porta do carro era um suplício com tanta ventania! Por fim tivemos muita sorte e acabamos encontrando um picnic escondido ao lado de um rio e mais protegido por montanhas (de onde inclusive tínhamos uma vista para o glacial). Lutamos para conseguir cozinhar naquele vento absurdo, mas fizemos nosso risotto pro jantar, nos acomodamos com nossos livros dentro da van e esperamos a noite cair. E eu torcendo para a aurora aparecer de novo.

Ó que legal o lugar onde passamos a noite

Ó que legal o lugar onde passamos a noite

Desta vez eu já imaginava que a aurora apareceria ao norte (se fosse aparecer), então usei a bússola do celular para saber para onde olhar, e me posicionei como uma imbecil olhando pela janela. Depois de um tempão não conseguia entender se era aurora, se era nuvem, ou que m* que era que estava na minha frente. Até que tive uma epifania: que tal olhar para cima, ao invés do horizonte? Foi daí que eu vi isso:

:-o

😮

Metade do céu todinha iluminada!!!!!! Não acreditava na minha sorte!!! Coloquei o casaco rapinho e fui para fora, apesar do vento forte e do frio. E lá fiquei um tempão observando as luzes, desta vez bem fortes, desenhando o céu! E sem estrada por perto, sem luzes, só as estrelas. Foi absolutamente fantástico, nunca vou me esquecer da emoção que tive!❤ Sonho realizado😀 Pena que ventava tanto que era difícil que as fotos ficassem boas, mas tudo está gravadinho na memória…😀

O céu estrelado ainda completa a beleza...

O céu estrelado ainda completa a beleza…

<3

Islândia – aventuras no sul do país

Primeira impressão de dormir num camper: que saco que é levantar à noite pra fazer xixi.😉 Mas em compensação, que delícia acordar no meio da natureza, com uma cachoeira linda logo ao lado!

O programação do dia era bem cheia e eu sabia que havia um montão de coisas para ver no nosso caminho até Vik – se preparem para infinitas fotos! Então ficamos felizes por já acordamos do ladinho do nossa primeira parada. Foi só tomar o nosso chazinho e começar a explorar.

Paramos o carro em frente à um camping que dava para a Gljúfrafoss, uma cachoeira bonita mas que normalmente é overshadowed pela sua vizinha mais famosa. O camping não parecia nem estar funcionando, talvez por ser fora de temporada, então entramos logo em direção à cachoeira. Por causa da chuva do dia anterior o campo que dava para ela era um lamaceiro danado, e completamente minado com cocô de ovelha (mas muitas ovelhinhas fofas por todos os lugares :-)). Eu havia lido que era possível visitar a cachoeira de pertinho, passando por entre as rochas, mas o caminho por baixo era só um lago de lama que não dava em lugar algum! O Martin então resolveu explorar por cima da rocha, mas a franguinha aqui ficou com medo na metade do caminho e resolveu esperar embaixo. Mas segundo o M valeu a pena e a queda d’água era muito massa de perto.

Ó que bonita!

Ó que bonita!

Sheep poop everywhere

Sheep poop everywhere

E a Seljalandsfoss do outro lado

E a Seljalandsfoss do outro lado

De lá começamos a andar em direção à Seljalandsfoss, que é aquela super famosa por onde é possível passar por trás da queda d’água – como num mundo encantado.😀 Mas antes de chegarmos lá percebemos que seria melhor estrear nossas calças à prova de chuva, então voltamos tuuuudo até o carro pra trocar de roupa. Ai ai. Mas a paisagem era linda e o tempo havia aberto completamente, o que foi uma delícia de ver.

A cachoeira é espetacular e foi especial caminhar por trás dela. Como ainda era cedo os turistas ainda estavam começando a chegar, fomos explorando os caminhos por dentro – e ter buscado as calças impermeáveis foi mesmo uma ótima ideia. Pena que estávamos na sombra e as fotos não colaboraram tanto. Mas dá pra ter uma ideia de como é espetacular.

Não faz juz ao tanto que é linda

Não faz juz ao tanto que é linda

Seguimos viagem: o tempo estava fantástico e as paisagens no caminho eram incríveis. Vimos o vulcão Eyjafjallajökull de longe (com pausa para tirar foto), mais geleiras e campos lindos.

Nosso carrinho

Nosso hotel com vista🙂

Ó ele lá atrás

Ó ele lá atrás

Agora uma nota particular: quando eu estava planejando a viagem, o Martin ficava rindo do nível de detalhes da minha pesquisa. Sim, eu passei incontáveis horas pesquisando o que nós poderíamos visitar, tomando nota de todas as dicas e blogs de viagem. Marido achava um exagero, mas no fim…😉

Saímos da rota 1, por uma pequena rua esburacada em direção a um vale de onde brotavam dezenas de cachoeiras. As instruções que eu havia lido diziam para chegar até o fim da rua, parar o carro em frente a uma casinha e seguir a pé para o vale. Só havia outro carro parado lá, mas como era um camper van como o nosso, imaginamos que havia um motivo e estávamos no caminho certo. O início do caminho era fácil, passamos por um pequeno riacho e caminhamos sobre as pedras – até eu que sou sedentária fiz de boa. No meio do percurso encontramos duas francesas que estavam voltando (provavelmente as donas do carro), que confirmaram que estávamos no caminho certo. Subimos um morrinho, o caminho ficando mais difícil, atravessamos um rio subindo sobre as pedras (obrigada botas impermeáveis), e finalmente avistamos nosso destino, escondido numa esquina.

No caminho...

No caminho…

... lindas paisagens...

… lindas paisagens…

... um pouquinho de aventura...

… um pouquinho de aventura…

... com uma recompensa no fim!! :-D

… com uma recompensa no fim!!😀

Não é legal demais? Esta piscina, chamada Seljavallalaug, foi construída originalmente em 1923 por um islandês que queria um lugar onde os membros da comunidade poderiam aprender a nadar. Hoje em dia o lugar é mantido por voluntários e limpa uma vez por ano, inclusive a própria comunidade se mobilizou para limpar a piscina das cinzas do Eyjafjallajökull quando ele entrou em erupção em 2010. Há um pequeno vestiário (que estava imundo), e a água é quentiiiiiiiinha! Como a água flui entrando por uns canos e logo saindo por outros, apesar de não ter cloro e não ser limpa com frequência, a água estava sim limpinha (com exceção de um pouco de lodo no fundo e nas paredes). E o melhor: apesar da proximidade da ring road a piscina não é óbvia, fica escondidinha e passa longe da maioria dos guias de viagem = pouco ou nenhum turista! Segredinho de amiga, não precisa agradecer.😉

Como não havia mais ninguém lá quando chegamos e como durante nosso percurso também não vimos ninguém vindo atrás de nós, sabíamos que teríamos a piscina só para nós dois por no mínimo meia hora. Resolvemos então nos poupar do trabalho de secar nossas roupas de banho molhadas: entramos na água “como viemos ao mundo” mesmo!😉 Hahahah foi muuuuito legal! Só nós dois boiando na água relaxante, um vale cheio de cachoeiras e muita natureza.❤ Obrigada Internet por me ajudar a encontrar lugares como este! Foi inesquecível!

Só pra nós!

Só pra nós!

Voltamos à estrada principal depois de enfrentar novamente os buracos imensos da estrada de terra e fomos a caminho da Skógafoss. Almoçamos num restaurante logo antes de chegar na cachoeira, que estava completamente deserto. Começamos a perceber que na Islândia não há exatamente uma infinita opção de comida: sempre hambúrguer, fish and chips e pizza. E sim, eu imagino que nós restaurantes mais conhecidos e menos copo sujo haja mesmo opções variadas de comida local, mas quem quer ter de procurar lugar pra comer fora da civilização quando se está morrendo de fome?

Enfim, o bom é que como já estava no começo da tarde, o sol brilhava forte na Skógafoss. Havia muitos turistas, e como sempre confirmamos que viajar em grupo não é mesmo uma opção para a gente, se pudermos escolher fazer por conta própria. Nós subimos a montanha para ver a cachoeira de cima, o arco íris brilhando forte com a luz do sol e a vista linda de onde até dava para ver o mar. Espetacular! Que saco deve ser ter que ficar só lá em baixo…😉

E o tanto que esse arco-íris era maravilhoso?

E o tanto que esse arco-íris era maravilhoso?

Poder explorar é mais legal!

Poder explorar é mais legal!

Ficamos um tempo explorando a cachoeira e como ainda estava cedo (o dia estava rendendo que era uma beleza) seguimos viagem. A próxima parada ficava ali pertinho: o glacial Sólheimajökulsvegur. Dá pra chegar por uma estrada de brita (que o GPS nem reconheceu) e no fim há um trailler que vende pacotes para fazer trilha sobre o glacial (não, obrigada!). Mas nem é necessario pagar, é só caminhar por uns 10 minutos que já se chega na língua da geleira. Para os mais aventureiros (oi!) dá até pra subir no gelo. E foi o que fizemos, é claro. E se nós achávamos que estavamos nos arriscando demais por subir na geleira sem o equipamento adequado, imagine uns mexicanos que ficavam patinando de All Star de um lado para o outro, ou subindo nos iceberg soltos no laguinho.:-o

Como tudo nessa vida: ao vivo é 1000 vezes mais legal

Como tudo nessa vida: ao vivo é 1000 vezes mais legal

Depois seguimos viagem para Dyrhólaey, um penhasco/penísula que fica logo antes de Vik. Foi liiiiindo! O penhasco, o mar bravo, muitos pássaros marinhos (mas nada de puffins) e a praia com areia pretinha. Fora que o sol brilhava nas pedras e na água deixando as fotos a coisa mais linda do mundo. Foi muito especial.

Espetacular

Espetacular

Não precisa de filtro

E Vik não precisa de filtro

Pretiiiiiinha e só pra nós

Areia pretiiiiiinha e a praia só pra nós

Depois seguimos viagem até Vik, que seria nossa última parada do dia. Jantamos antes de explorar a cidade, vimos a famosa praia de areia preta, que é realmente incrível. Fora que haviam poucas pessoas por lá, o que é sempre uma delícia de aproveitar. É imperdível, não há nem palavras para descrever o tanto que esse lugar é especial.

Apesar do plano original ter sido ficar em Vik, resolvemos ganhar tempo e começar ir em direção ao nosso próximo destino, já que ainda estava claro e nós estávamos animados. Nossa ideia era dirigir até achamos uma clareira pra picnic. Daí no meio da estrada vimos isso aqui:

WTF?!

WTF?!

Esse lugar é tão bizarro que foi inevitável: seria nosso acampamento para a noite!🙂 Este lugar maluco se chama Laufskálavarða, e aparentemente há muitos anos um sujeito começou a fazer esses moledros e os viajantes passaram a fazer igual, pois acreditam que traz sorte – nós deixamos as nossas pedrinhas também. Hoje em dia o espaço é imenso, montinhos a perder de vista. Parecia que estávamos em outro planeta! A empolgação e a alegria de estar num lugar tão incrível como a Islândia depois do dia maravilhoso que tivemos eram tão grandes que fizemos o que qualquer pessoa normal faria: ficamos os dois dançando axé no meio da estrada.😀 Estavamos tão felizes!

Para completar o dia maravilhoso, só faltava mesmo ver a aurora boreal. Fiquei na maior expectativa, olhando para o norte esperando para ver as luzes. O Martin repetia que ainda era cedo para ver qualquer coisa (eram 21h), o que eu sabia ser verdade, mas eu não queria arriscar não conseguir ver nada e continuava olhando pela janela da van. Daí de repente um outro carro simplesmente parou ao lado do nosso, bem na minha frente!!! Que ódio, que saco, e a gente achando que teria esse lugar só para nós! E por que essa mulher ta saindo correndo do carro? Por que ela está com a câmera, não vai dar pra ver nada dos montinhos alienígenas à noite mesmo. Ainda mais apontando para o céu assim, e…

Aí meu deus, a aurora ta do outro lado!!!!!

Beeeeem ao fundo podíamos ver uma luz dançando no céu! Ela realmente se mexia do jeito que imaginamos a aurora, mas era bem fraquinha e branca (depois pesquisei e soube que a olho nu a aurora fica branca mesmo, o olho humano não dá conta de enxergar as luzes verdes à noite). Corri para fora e tentei tirar fotos mas não saiu nada que prestasse (vide abaixo), então só fiquei olhando igual uma louca, de boca aberta, admirando as luzes se mexendo. Martin ficou bem decepcionado, pois eram realmente bem fracas, mas eu sei que muita gente não tem a sorte de ver nadinha, então esse pouquinho já me deixou feliz. Bucket list item: check!🙂 Dia inesquecível!!!!!

Que bosta de foto, né!

Que bosta de foto, né!

Islândia – começando o road trip pelo Golden Ring

O vento não parava mesmo no dia seguinte e ficamos um pouco com medo de estragar nossos planos, mas como não tínhamos muita opção, arrumamos nossas coisas e fomos buscar o carro.

Quando eu comecei a planejar a viagem, chegamos a cogitar alugar um carro 4×4 e ficar em hotéis, para termos a opção de ir até os highlands. Mas como os preços eram bem assustadores e ainda não tínhamos certeza se daria tempo de visitar as highlands de qualquer maneira, escolhemos alugar um camper van e economizamos um bocado. Minha experiência com acampamento é bem limitada, mas como eu e o Martin já dormimos no carro várias vezes nessa nossa vida de viajante pão-duro e raramente tivemos noites de sono agradáveis, o mínimo que queríamos era uma cama larga o suficiente para nós dois, e não uma cama de solteiro para dividirmos… Então depois de muito pesquisar os tamanhos e analisar o custo benefício dos vários modelos, escolhemos um que fosse razoável. E ganhamos um upgrade!🙂 Acabamos num camper van um pouquinho maior e mais alto (dava pra ficar em pé na hora de trocar de roupa, uma mão na roda). E pé na estrada!

A primeira parada foi em Thingvellir, que é um parque nacional muito visitado. O caminho até lá já foi super lindo! A paisagem mudava a cada minuto, assim como o tempo. Chovia, ventava, fazia sol… Tudo isso em poucos minutos. Isso foi o resumo do que foi nossa viagem logo de cara.

Espetáculo

Espetáculo

O centro e de informações era bem estruturado, e considerando a proximidade da capital, obviamente haviam vários turistas (mas nada absurdo). A paisagem de la era linda, e ver as famosas placas teutônicas tão claramente foi demais!

Legal demais a parede secular

Legal demais a parede milenar

Ficamos muito mais tempo lá do que imaginava. O Martin achou um mapa que indicava uma cachoeira há uns 800 m da plataforma principal e nós não resistimos e fomos explorar. O bom é que valeu a pena, pois era muito linda! Haviam poucas pessoas lá, então foi ótimo!

Segredinho bem guardado

Segredinho bem guardado

E lindas paisagens no caminho

E lindas paisagens no caminho

Depois seguimos viagem até onde ficam os géiseres. Lá pela primeira vez nós sentimos realmente num lugar ultra turístico, com muitos ônibus de excursão na entrada, um restaurante enorme e lojinhas de lembrancinha. Mas realmente é um passeio que se tem que fazer: o cheiro super forte de enxofre, a umidade alta por causa dos vapores e o barulho constante de água. Só estando lá pra sentir. E o géiser explodindo é legal demais!!😀

Olha se não é incrível!

Olha se não é incrível!

BUM!

BUM!

A parada seguinte, e onde a maioria dos tours acabam o passeio pelo Golden Ring é na Gulfoss. É uma cachoeira imensa e muito bonita. Lá é muito aconselhável vestir uma boa capa de chuva, pois se quiser chegar próximo você vai se molhar, não tem jeito. Fiquei de cara como muita gente simplesmente chegava na plataforma, olhava e continuava a viagem. Nessas horas eu dou graças por não estar nesses tours pagos… O mais legal é poder explorar os cantinhos dos lugares que visitamos, fazer as coisas com pressa não tem graça. Mas vimos ao mesmo tempo também uma mulher descendo até bem próximo da cascata com cadeira de rodas… Essa era corajosa!!!

Gulfoss

Gulfoss

Como eu disse, a maioria das pessoas acaba o passeio por ali, mas como tínhamos flexibilidade continuamos até Kerið, que é a cratera de vulcão antigo e extinto onde agora há um laguinho. Foi o primeiro lugar (e acho que único) onde se pagava para entrar. O estranho é que nós outros pontos que visitamos havia sempre uma ótima estrutura e mesmo assim era de graça, mas na Kerið não. Pra ser sincera, eu esperava mais. Foi legal ver, e tal, mas não sei se é por eu já ter visto tantas fotos que eu fiquei um pouquinho decepcionada – esperava que seria maravilhoso. Foi legal, mas foi só. O bom foi que pude tirar umas fotos para mandar pra minha mãe, que estava enlouquecida com a possibilidade de nós estarmos perto de um vulcão. Hahaha!

Legal, né?

Legal, né?

De acordo com o roteiro que eu tinha feito para o dia, nossos planos acabavam ali e no dia seguinte nós seguiríamos ir para a Selfoss, onde haveria uma cachoeira bonita. Como ainda estava claro, resolvemos já ir para Selfoss e jantar por lá. O problema foi que o GPS não achava a tal cachoeira de jeito nenhum, e placa alguma em Selfoss indicava onde a cachoeira ficava. Resolvi então perguntar o atendente do posto de gasolina, que prontamente fez que eu me sentisse o mais burro dos seres: não há cachoeira alguma em Selfoss, é simplesmente uma cidade qualquer! hahah Oops. Não sei de ONDE que eu havia tirado que havia alguma coisa para se ver na cidade, porque não tinha nada além de alguns restaurantes e lojinhas.

Pelo menos jantamos por lá e seguimos viagem sim no fim para a próxima parada verdadeira: Seljalandsfoss. O caminho até lá foi gracinha demais, vimos ainda muitas ovelhas e muuuuitos cavalos islandeses (as fotos foram poucas). Quando avistamos a cachoeira famosa paramos lá pertinho para nossa primeira noite no camper, ainda receosos se daria tudo certo (bobeira, correu tudo bem demais). No dia seguinte teríamos um dia ainda mais maravilhoso!

Nhóim, cavalos fofuscos

Nhóim, cavalos fofuscos

Islândia – conhecendo Reiquejavique e uma tempestade enorme

Ficamos muito satisfeitos com nossa escolha de ficar num apê através do airbnb. Não acho a oferta de hotéis em Reiquejavique muito boa, e mesmo os albergues são bem caros. Nosso apê com banheiro e cozinha acabou custando o mesmo quanto teríamos pagado num albergue sem banheiro no quarto, então deu certíssimo! Fora que a localização era maravilhosa, do ladinho da igreja e de onde dava para ir a pé para qualquer canto. Recomendo🙂

Cafofo (é aquela portinha ao fundo)

Cafofo (é aquela portinha ao fundo)

Infelizmente no domingo o tempo já começou bem fechado, mas pelo menos não chovia. Comemos o café da manhã que compramos numa mercearia no dia anterior e logo partimos para ver a escultura Sólfar, que ficava super pertinho.

Eu sei que é para representar um barco, mas sou só eu que penso num esqueleto de baleia? :-o

Eu sei que é para representar um barco, mas sou só eu que penso num esqueleto de baleia?😮

Depois continuamos caminhando pela orla. O legal era ver as pedras vulcânicas sendo absorvidas na construção das pracinhas e jardins dos prédios, super bacana. Continuamos passeando, meio sem rumo, até que vimos uma placa em um galpão anunciando um mercado de pulgas. Adoro mercados de pulgas, então depois de dar uma super volta até achar a entrada, vimos umas moças levando um equipamento para dentro do galpão e seguimos pela mesma porta. Um minuto depois fomos acompanhadas para fora por um sujeito com cara de poucos amigos… O mercado ainda não estava aberto, nós tínhamos entrado pela entrada dos funcionários… Hahahah Essas coisas sempre acontecem conosco, impressionante!

Depois de uma parada estratégica no cachorro quente mais famoso da cidade (gostoso mesmo, com cebola crocante e mostarda) e uma pausa num café para esquentar, seguimos a pé para o Museu Nacional da Islândia. O museu fica um pouquinho mais distante do centro, mas é super legal e a exposição muito bem montada. E demos sorte pois no dia que fomos eles tinham uma promoção 2 ingressos por 1, então além de tudo economizamos. O museu conta a história do país, desde os vikings até os dias de hoje. Acabamos passando tempo demais na primeira parte, e no fim ficamos tão cansados que passamos meio correndo pela seção sobre as últimas décadas (menos interessante de qualquer forma).

No piso térreo tinha uma lojinha simpática e uma exposição de fotografias bem bonita. Gostei muito! (mas não fiz fotos :-()

Saindo do museu debaixo dum vento absurdo fomos passeando a pé de volta em direção ao centro, com o objetivo de voltar ao mercado de pulgas. No fim não achei o mercado tão legal, parecia muito mais o shopping Oiapoque em BH do que mercado de antiguidades mesmo. Decepcionei. Almoçamos num restaurante muito gostoso na região e decidimos depois de muuuuuito debater que apesar do tempo estranho iríamos tentar visitar o farol que fica na ponta da península.

O ônibus não demorou muito a passar, mas a medida em que passávamos pela cidade e o ônibus esvaziava, percebemos que provavelmente seriamos os únicos doidos visitando um farol com um vento daqueles. O ônibus parou longe pra caramba, acho que uns 1.5km do nosso objetivo, e não víamos nenhuma alma viva no caminho até lá.

Ó que tempo lindo para estar ao ar livre.

Ó que tempo lindo para estar ao ar livre.

Quando finalmente chegamos próximos ao farol, percebemos que era impossível chegar até ele: com a maré alta o farol fica numa espécie de ilha, só chegaríamos lá se fossemos nadando!😉

Pra completar, ainda havia começado a chover MUITO! Por sorte tínhamos capa de chuva, pois com aquele vento guarda-chuva algum daria conta! A calça, no entanto, ficou completamente encharcada. Alguém me diz que essas coisas não acontecem apenas com a gente, por favor?😮 Os dois doidos andando sozinhos na rua debaixo de uma chuva torrencial… Ui!

Dããã!!!

Como fas!?

No fim, enquanto esperávamos o ônibus (que dessa vez demorou pra burro), chegaram dois caras molhados igual a nós… Puxamos papo com eles e eles haviam tido a mesma ideia de visitar o farol na chuva. Rimos muito da nossa própria desgraça…😉 Os dois estavam fazendo um passeio de bicicleta há um mês pelo país, e nos deixaram muito animados para os próximos dias, contando como a Islândia é linda. Depois o ônibus chegou, nos despedimos e fomos para casa trocar de roupa.

A preguiça de sair de novo na chuva era imensa, mas como não tínhamos nada para comer acabamos num restaurante de noodles pertinho do apê, seguido por bolo e chocolate num café próximo. Torcemos muito para a chuva parar no dia seguinte, porque foi dureza…😉

Pertim de casa

Pertim de casa

Islândia – chegada e primeiro dia

Eu escrevo pouco no blog e parece que eu só venho aqui na hora de contar das viagens. Bom, este obviamente não é um blog de viagens, mas é depois de voltar de lugares incríveis como a Islândia que a mão coça pra poder vir aqui e deixar registrado a experiência fantástica que passamos.🙂

A Islândia está virando um destino cada vez mais popular, mas a minha ideia de ir lá veio primeiramente por um simples acaso. Estava olhando opções para viajar no Skyscanner, e a sugestão mais barata que apareceu numa certa época foi Reiquejavique, acredite ou não! Convenci o marido, compramos nossas passagens para uma época com chances de já vermos a aurora, e pronto, planejamos uma semana lá!

Chegamos na capital do país no sábado no fim da tarde, depois de 4 horas de voo sem descanso, ao lado de uma família com três filhos – incluindo um bebê que achava que eu era parte da família, pois não parava de pegar em mim e me chutar (era um fofo e eu não culpo a mãe, mas não tive sossego!). E 4 horas na easyjet cuuuusta a passar, viu! De repente começamos a avistar aquela ilha imensa pela janelinha do avião, e dava para ver direitinho vários destinos que já estavam na nossa lista para os próximos dias – foi muito emocionante. Não sei explicar, mas há algo muito especial em viajar para um lugar tão remoto… de certa forma a gente consegue se colocar direitinho num mapa.❤

Muita lindinha, e maior do que parece!

O ônibus do aeroporto nos deixou em frente à igreja Hallgrímskirkja, de onde rapidinho chegamos no nosso apartamento (ótimo!) para as próximas duas noites. A igreja é mais bonita do que eu pensava! Não curto muito esse estilo de arquitetura “cimentada” e moderna, mas nas fotos não dá para ver como é bonitona a bichinha. Também resolvemos subir até o observatório, de onde tivemos uma vista linda para a cidade ao por do sol.

Parece de brinquedo

Parece de brinquedo

A cidade de cima parece maior do que eu imaginava, e foi muito lindo ver o mar ao fundo e as casinhas pequenas com seus telhados coloridos – bem do jeito que imaginávamos. O tempo estava surpreendentemente limpo, mas já era possível ver as nuvens ameaçadoras chegando ao fundo.😮

Resolvemos tentar achar alguma coisa para comer ali perto, numa rua simpática e cheia de lojinhas. A segunda impressão foi que Reykjavik realmente é uma cidade caríssima! Os preços dos restaurantes eram de cara bem altos, no mesmo nível que na Suíça (não estamos acostumados, normalmente qualquer destino que visitamos é bem mais barato que aqui). Achamos um restaurante que parecia simpático e pedimos o mesmo prato de peixe do dia, que estava delicioso!! Pena que o serviço era leeeento que só deus! E de sobremesa comi o meu primeiro Skyr, que já me deixou fisgada! NHAM!!! Foi caro, mas pelo menos foi ótimo.🙂

 

Lindíssimo à noite

Lindíssimo à noite

Passamos o resto da noite passeando pela cidade à pé. Fomos até a baía, visitamos o centro de informações turísticas para cogitar fazer um tour para observar as baleias ou um para a aurora (não fizemos), e vimos muitas lojinhas de souvenirs, cheias de pelúcias de puffins e lembrancinhas duvidosas de pedras vulcânicas. Aos poucos os jovens já começaram a se juntar para a balada de sábado, mas como somos idosos estávamos cansados, ficamos só ao ar livre mesmo conversando sobre o que fazer no dia seguinte. No fim, ainda vimos a Harpa Concert Hall iluminada, lindíssima!

Fiquei muito tentada em ficar acordada para ver se a aurora boreal apareceria, mas como o tempo estava nublado as chances não eram lá muito grandes… Então passeamos mais um pouco até os pés não darem mais conta, já que é uma cidade super fácil de se locomover a pé (apesar de algumas ladeiras) e bem simpática à noite.

Voltamos para o apê empolgados para os próximos dias. E não nos decepcionamos!😀

EUA: o Capitol, o Pentágono e muito, muito engarrafamento

Sabíamos que para ir no Capitol era necessário reservar os ingressos com muita antecedência, então não estava nos nossos planos visita-lo por dentro. Mas durante o nosso tour na noite anterior, o guia disse que não era assim tão complicado ir: ingressos para o público geral sempre eram colocados à disposição depois que os grupos e os ingressos reservados acabavam, e ele super recomendou que nós tentássemos. E lá fomos nós!

Havia uma fila enorme na entrada, mas era na verdade para o procedimento de segurança (então teríamos que ter feito isso mesmo se tivéssemos reservado ingresso). Passado isso, fomos direto na bilheteria dos “sem-reserva” e não havia quase ninguém na fila! WIN! Pegamos nossos ingressos, eles nos indicaram a fila que teríamos que entrar e quando vimos, já estavam nos colocando para dentro para assistir um vídeo introdutório sobre o Capitol. Fiquei impressionada como foi rápido, acho que contando tudo, esperamos uns 30 minutos só. E pensar que se não fosse pelo guia nós nem teríamos ido! E foi de graça!

Lindo!

Lindo!

O Capitol é muito lindo por dentro! Recomendo demais, e de certa forma acho até essencial para quem visita Washington. A arquitetura do prédio, as pinturas e esculturas… tudo muito lindo mesmo. A guia oficial ainda contou algumas histórias interessantes, aprendemos um pouco sobre o que acontece lá dentro e vimos muita coisa bacana. Ainda descobrimos que era possível ver uma sessão com os parlamentares de graça. Pegamos os convites (também gratuitos), passamos por todo um processo de segurança em que tivemos que deixar a câmera e os celulares com eles, e quando finalmente chegamos na bancada depois de andar por kilômetros de corredores de escritórios – a sessão estava em recesso! hahahaha Só com a gente mesmo. Esperemos um pouco para ver se as votações voltariam, mas depois desistimos. Mas foi legal assim mesmo, ver os políticos dos EUA todos de pertinho.

Muitas estátuas lá dentro

Muitas estátuas lá dentro

Outra coisa legal lá dentro é passar pelo tunel que leva até à biblioteca do Capitol. Agora, se eu já havia me apaixonado pela biblioteca de NY, imagina a minha cara quando eu vi isso aqui:

OMG!
OMG!

Foi absolutamente incrível!!! Demos sorte de haver um tour começando logo que chegamos e foi fantástico. A arquitertura, a arte, tudo naquele prédio era maravilhoso. A gente realmente não estava esperando tudo aquilo (até porque nós nem sabíamos que era possível visitar!). E dentro toda aquela lindeza, eles ainda possuem uma cópia da Bíblia de Gutenberg. Ai meu coração!

Depois da biblioteca concordei (um pouco contrariada) a pegar um desses ônibus hop-on-hop-off. Estava um calor absurdo, e como as distâncias em Washington são grandes e o transporte coletivo limitado, parecia fazer sentido. Foi bem carinho, como tudo parece ser nos EUA quando o assunto é turismo.

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Fotos tortinhas de cima do ônibus😉 Smithsonian Institution

The Tidal Basin

The Tidal Basin

Descemos no memorial Martin Luther King Jr e ficamos lá com o resto dos turistas morrendo de calor. Resolvemos passear ao redor do lago, vimos o Lincoln Memorial à luz do dia, e andamos até a próxima parada pra pegar o ônibus. Fomos com ele até próximo ao Pentágono, morrendo de calor. No Pentágono não é permitido entrar nem fotografar, e há histórias de turistas que desrespeitaram e arrumaram confusão. Há um memorial do 11 de setembro logo em frente, e era até bem bonitinho, com fontes e árvores. Ficamos um tempo por lá lendo as histórias até enjoar, e pegamos o rumo de volta ao ponto do ônibus.

Morro de rir... é EUA demais...

Morro de rir… it’s the LAW…

Aí chegou a parte que muito nos estressou. Chegando no ponto, já haviam dezenas de pessoas esperando, e supostamente o ônibus chegaria daí a poucos minutos. Bom, esperamos uns 30 minutos e nada do ônibus aparecer (supostamente ele teria que passar de 20 em 20)! Óóódio! Quando finalmente o ônibus chegou, eram tantas pessoas pra entrar que não tinha espaço nenhum lá dentro. O motorista ficou falando no rádio e a moça no outro lado disse que vinha outro ônibus logo atrás. Resolvemos descer e esperar o próximo, que só foi chegar daí uns 10 minutos. O pior de tudo era que o trânsito estava tão, tão ruim, que a porcaria do ônibus não se mexia! O motorista a certo ponto ficou com raiva e pegou outro caminho alternativo pra tentar sair do engarrafamento. Nosso plano era pegar outra linha e ir para Georgetown, mas demorou tanto, tanto, que quando a outra linha passou já era a última volta do dia, então nem pudemos descer para explorar a região. Deu muita raiva, acho que foi a última vez que eu faço esses hop-on-hop-off tours. Arrgg!

Bom, foi uma pena nós não termos tido tempo de explorar Georgetown direito, pois era uma região muito simpática mesmo – olhando do alto do ônibus pelo menos.😉 Um bairro lindo que dá até vontade de morar. Mas daí eu lembro do trânsito novamente e eu penso que bom, acho que não.😉

O dia acabou conosco num sports bar perto do hotel e marido assistindo UFC. O dia não foi tão ruim assim.🙂

 

EUA: Aquário de Baltimore e o primeiro tour em Washington!

Acordamos cedo e fomos depois do café direto ao aquário. Não tinha fila ainda, mas assim que chegamos já vimos que não estaríamos sozinhos. Chegou uma multidão de adolescentes logo depois. Terror, terror, terrooooooor!

Grawwwwllll :-o

Grawwwwllll😮

Começamos pela parte da Amazônia, que fica logo na entrada. Na verdade dá até pra ver a floresta e a mega cachoeira do lado de fora do prédio. Vimos muitos pássaros, peixinhos, tartarugas e jacarés, para a alegria do marido (ele adooora). O aquário tem boa sinalização e é no geral bem organizado… seguimos pelos corredores, tentando evitar os grupos de adolescentes, mas infelizmente numa certa hora não conseguimos mais. Eram tantos teens por todos os lados! Aaaarrrgggghhh! E como falam alto! Nisso Brasil e EUA são iguaizinhos… Nessas horas eu percebo como a Suíça é um paraíso silencioso…😉

O aquário é enorme e supostamente um dos melhores nos Estados Unidos. Vimos tudo lá dentro, até os tubarões e as águas-vivas no final – fascinantes!! Eles ainda tinham um show com golfinhos, que sinceramente não estava a fim de ver (não gosto dessa coisa de forçar animais a entreterem humanos). Mas como queriamos uma pausa dos adolescentes barulhentos, nós fomos. Não foi tão ruim quanto eu pensei, eles não fizeram tanta babaquice com os golfinhos e a cuidadora ainda falou um pouco sobre o que significa trabalhar com os animais, o que eu achei bem bacana (eles passam 80% do tempo limpando o aquário, não se engane! ;-))

Jelly fish, maravilhosas!

Jelly fish, maravilhosas!

O aquário realmente é bacanérrimo, entendo porque ele é tão famoso. Mas agora já vi, não preciso voltar num aquário tão cedo…😛

Depois de almoçar seguimos viagem para a parada final das nossas férias: Washington!! Estávamos com vontade de visitar a cidade desde que lemos O Simbolo Perdido (que é um livro péééssimo, mas deu curiosidade ;-)). Fora que apesar de ser um lugar bem icônico, a gente não sabia muito a respeito do que há para fazer fora a Casa Branca e tal. Então estava mais do que na hora de conhecer!

Mas a primeira característica de Washington que nós vivenciamos nada tem a ver com pontos turísticos: foi o trânsito! Logo que chegamos, fizemos o check-in no hotel e fomos devolver o carro. Como precisávamos encher o tanque de gasolina, jogamos no GPS para achar o posto mais próximo. Já era longe pra caramba e ainda ficamos presos no engarrafamento (que parece ser constante na cidade) e quando finalmente encontramos, o funcionário indica que acabou a gasolina. Isso mesmo, a-ca-bou a gasolina!!! Só com a gente mesmo essas coisas acontecem, igual quando achamos um restaurante no Japão onde acabou o arroz…😉 Daí lá fomos nós achar outro posto, custaaaaamos, mas encontramos. Quando fomos devolver o carro, nada de encontrar a agência. Em teoria ela ficava na estação de trem, mas quem disse que tinha indicação por onde passar. Depois de mais de 1 hora nessa lenga-lenga, finalmente descobrimos onde ficava, devolvemos o carro e fomos enfim aproveitar a cidade. À pé que é bem melhor!

O dia estava lindo então fomos caminhando de volta ao hotel. Carros por todos os lados, mas prédios absurdos! Uns monstros, maravilhosos! Nos sentimos realmente em Washington😉 Daí descansamos um pouco no hotel e depois seguimos até o ponto onde encontraríamos o guia que faria o nosso tour básico da cidade, com aquela mesma companhia que fez os outros tours.

Só um pouquiiiiinho maior do que o de BH ;-)

Só um pouquiiiiinho maior do que o de BH😉

Antes mesmo de encontrar o guia já vimos de longe o Washington Monument, que infelizmente estava em reforma. O parque onde ele fica é muito legal, muitas pessoas aproveitando a tarde comprida do fim da primavera e jogavam softball, e o guia explicou que sempre tem gente jogando por lá. Foi gostoso de ver. A única coisa que não foi gostosa de ver foi uma garotinha indiana caindo de bicicleta bem na nossa frente – um capote horroroso, coitadinha!! Deu muita dó, ela chorou bastante (aposto que mais do susto mesmo, pelo menos ela não parecia ter se machucado).

:-)

🙂

O tour passou pelos pontos principais da área, vimos a Casa Branca de longe, passamos pelos memoriais da Segunda Guerra Mundial e da guerra do Vietnam (muitas, muitas pessoas), e por fim chegamos ao anoitecer no Lincoln Memorial. Já tinha ouvido falar que ir no Lincoln Memorial à noite é bem mais legal por causa da iluminção, e realmente é verdade. Fora que a Reflection Pool também estava espetacular!

O pôr do sol também não foi nada mal...

O pôr do sol também não foi nada mal…

Olha que impactante! :-D

Olha que impactante!😀

Ficamos um tempinho por lá fotografando, batemos um papo com o guia (que nos recomendou os tours para os dias seguintes) e resolvemos procurar um lugar para comer. O problema é que na cidade, devido ao tamanho dos prédios, as distâncias são muuuuito grandes. Anda-se quarteirões com prédios governamentais antes de ver qualquer negócio. Como passamos perto da Casa Branca, nos juntamos aos turistas para ver de pertinho a casa do presidente e tiramos muitas fotos. Por fim, nem me lembro mais como conseguimos finalmente comer, só me lembro que cheguei moída no hotel depois de tanto andar. Mas muito empolgada com os dias a seguir!🙂

Ela!

Ela!

EUA: tchau para Chesapeake Bay e boa surpresa em Baltimore

(não desistirei, eu vou terminar esta saga!)

No dia seguinte tomamos café da manhã (incluído na diária) antes de pegar o carro para o próximo destino. O café da manhã foi uma porcaria. Aliás, ô povo que faz café da manhã ruim… as geléias são intragáveis e cheias de amido, os cereais cheios de açúcar e sem nenhuma opção de fruta. Fora que tanto nos hotéis melhores como nos piores que nós fomos, os pratos e copos eram sempre de plástico, uma falta de respeito com o meio ambiente absurda e triste. A quantidade de lixo que eles produzem é ridícula.

Enfim, pegamos o carro e dirigimos pela estrada até um local onde podíamos pegar uma balsa até uma cidadezinha chamada Oxford, também bem conhecida no Chesapeake Bay. Quando chegamos na entrada da balsa, havíamos acabado de perde-la! Grrrr! Enfim… ficamos esperando (os únicos lá!), na beira d’água e tentando não nos incomodar com a chuvinha fina e tempo esquisito. Quando a balsa voltou e conseguimos atravessar, o tempo finalmente começou a abrir e surpreendentemente ficamos assim sem saber o que fazer em Oxford. Acho que estávamos contando com o tempo ruim e simplesmente ir embora, mas como o tempo estava lindo, era um disperdício não aproveitar. Então resolvemos caminhar sem rumo mesmo, pelos pequenos píeres… e me senti em Dawson’s Creek.😉

Oxford

Oxford

Né igual Dawson's??

Né igual Dawson’s??

Oxford é, assim como St Michaels, bem antiga, pequena e romântica. Ficamos passeando nas prainhas e pelos parques, onde ainda brincamos no playground (hihihi). Quando o tédio aumentou, resolvemos seguir viagem e fomos até Easton, que era ali pertinho, para almoçar, passear mais um pouquinho e aí seguir viagem.

Short and sweet. Tchau Oxford!

Short and sweet. Tchau Oxford!

Tchau Easton!

Tchau Easton!

Nosso próximo destino foi Baltimore. Baltimore fica pertinho de Washington, e a proximidade na verdade foi o único motivo que me fez inclui-la no nosso roteiro. Não parecia ter muito o que fazer, exceto por um tal de aquário e uma orla supostamente bacana. Meu chefe, inclusive, ficou super ofendido quando eu disse que deixaria Boston para outra vez, mas passaria em Baltimore. Como assim Baltimore, disse ele, lá não tem nada e é uma das cidades mais violentas dos EUA. Então, como era de se imaginar, não estava esperando muito de lá. Mas era caminho, então why not, né…

Mas daí a cidade nos surpreende com uma skyline simpática assim!

Mas daí a cidade nos surpreende com uma skyline simpática assim!

Que bom que era caminho! Ficamos muito surpresos com a cidade!!! Tudo bem que não tem um milhão de atrativos, e talvez não seja a cidade mais linda do país, mas o pouco que vimos (na maior parte ao redor da baía) nos deixou muito satisfeitos. Muita gente do lado de fora, música, restaurantes, cheiro de mar… Não podíamos reclamar!

Simpática!

Simpática!

A vista do prédio

A vista do prédio

Deixamos o carro no hotel e seguimos a sugestão da recepcionista e fomos à pé até a baía, onde se concentram os bares e restaurantes e o aquário de Baltimore. O aquário fecharia dali a pouco, então ficamos só passeando pela orla mesmo. Almoçamos no Cheesecake Factory (não, não vimos a Penny, mas eu adorei minha comida :-)) e caminhamos tuuuudo ao redor, vimos os condomínios chiques e hotéis mais chiques ainda. Muita gente fazendo esporte, muita gente nos barzinhos com mesa na calçada. Uma vibe bacana demais! Subimos no observatório do prédio Top of the World para essa vista aqui em cima. Eu não tenho uma suuuuper necessidade em vistas panorâmicas de cidades, mas tenho que dizer que foi legal! O prédio nem era imenso, mas pudemos ter uma visão geral da cidade e do mar, que sempre é bom.🙂

Depois tomamos um sorvete e um refri numa das pracinhas da orla. Passei numa loja  para comprar uma blusa e meias para trabalhar depois (já que eu iria direto das férias para umas reuniões na sede da minha empresa nos EUA) e acabamos num restaurante na beira d’água. O Martin pediu crabcakes e amou! Eu infelizmente não posso comer mas experimentei um mini pedacinho e achei muito gostoso. No restaurante as mesas eram compartilhadas e haviam muitas pessoas comendo caranguejo – inveja!!!

Acabamos o dia no Barnes and Noble – a livraria mais linda que eu já vi! Era dentro de uma antiga fábrica, linda e enoooorme. Passamos um tempão lá dentro, até depois de anoitecer. Delícia de dia😀

EUA: the Eastern Shores

Depois de tomar café da manhã, nos arrumamos para pegar a estrada novamente. Logo antes de sairmos do hotel ainda rolou um papo engraçado com uma família da Flórida: eles viram a placa do nosso carro alugado e puxaram assunto, perguntando se nós estávamos lá para ver o musical sobre Noé pertinho do hotel. Sério, eu tive que me segurar muito para não rir, pois no dia anterior eu e o Martin zoamos muito da breguice daquilo tudo. Um musical. Sobre a arca de Noé. A família estava empolgadíssima, disseram que foi maravilhoso e tal. I’m sure it was.😉

Não sei quando vou ver outro desses...

Não sei quando vou ver outro desses…

Pegamos a estrada e fomos a caminho da Eastern Shores – para ser exata: St Michaels. Segundo o Lonely Planet era uma região bem bonita e ficava relativamente no caminho para o nosso próximo destino, então achei que valeria a pena para ver um pouco um outro lado dos EUA. Fora que depois de uma pesquisa básica na internet percebi também que era “o” lugar para se casar na região (googla aí e vocês vão ver o que eu estou dizendo… ;-)). Se é bom para noivas americanas, está bom para nós!

O caminho pela Pennsylvania Amish Country foi uma delícia… ainda vimos vários buggies na estrada, as paisagens bucólicas e fazendas lindinhas. Até um monster truck nós vimos na estrada, do que mais nós precisávamos?!😉 Depois fomos dirigindo pelo estado de Maryland, a vegetação mudando… foi bem gostoso.

Chegando em St Michaels fomos direto arrumar um lugar para almoçar. A região é famosa pelos siri-azul e todo restaurante tinha algum prato com eles. Infelizmente eu sou alérgica e não quis arriscar, e o marido não estava a fim naquela hora, então almoçamos uma salada mesmo (muito gostosa, por sinal!). O atendimento no restaurante foi muito bom, sem aquele exagero simpático falso que a gente já estava acostumado. Fora que o ambiente era realmente lindo! Beira d’água, sol delicioso… Entendo o porquê das noivas quererem se casar ali.

Blue crabs everywhere! :-D

Blue crabs everywhere!😀

Hihihi

Hihihi

Ruas vitorianas

Ruas vitorianas

Ficamos um tempão em dúvida sobre o que fazer sobre o hotel. Olhei um ali na rua principal mas era muito caro. Fui então numa sorveteria aproveitar o wi-fi deles e tomar um sorvetinho básico, mas não consegui ver nada na net. Decidimos então voltar a rua por onde chegamos e resolvemos ficar num motel na estrada mesmo. Bem, bem simples, mas estava barato então tava ótimo. Voltamos para a cidade, paramos o carro num estacionamento público e com um mapinha que pegamos no booth de informações turísticas fomos explorar um pouco a cidade. Chegamos a cogitar alugar uma bicicleta para explorar a região, mas não lembro direito o porquê, decidimos por fim não ir… A cidade à pé estava ótima também.🙂

Casinhas vitorianas

Casinhas vitorianas

E bandeiras americanas sempre na varanda

E bandeiras americanas sempre na varanda

Ó que simpática

Ó que simpática

A cidade tem uma certa história, pois é a única cidade da região que sobreviveu à guerra de 1812. As casas são lindas, as ruas simpáticas com suas lojinhas vintage, sorveterias e lojas de doces. St Michaels é sim muito fofa, e eu entendo o porquê dos americanos gostarem de lá o suficiente para colocar num guia turístico – é bem diferente do que a gente costuma ver no resto dos EUA. Mas infelizmente, não há muito o que fazer por lá… parece ser realmente um retiro para romance, aquele lugar para passear de mãos dadas na beira d’água e namorar, mas não há muitos atrativos. Não arrependo de ter ido pois estávamos com tempo e estavamos curtindo a vida pacata um pouco, mas para quem tem pouco tempo, é um destino “pulável”, digamos assim.

E vimos coelhinhos selvagens nos gramados, então já vale a pena.🙂

Nhóim!!!

Nhóim!!!

EUA: the Pennsylvania Dutch

Tchau Filadélfia, foi ótimo!

Tchau Filadélfia, foi ótimo!

(tentando acabar essa série antes do ano acabar… ;-))

Antes de sairmos da Filadélfia resolvemos dar um pulinho na prisão de novo e tentar ver se eles deixariam que nós estrássemos rapidinho para ver o que faltou. Nada… Quebramos a cara e ainda escutamos grosserias! Bom, paciência! Ficamos então um pouquinho num parque próximo ao museu de arte, nos despedimos da cidade e daí partimos para a próxima aventura: ver qual era a dos tal Pensylvania dutch – o povo Amish.

A primeira vez que ouvi falar neles foi num episódio de Friends, em que a Monica justifica seu comportamento “uptight(pt? Non sei…) dizendo que ela era amish. Mas fora isso, sabia muito pouco a respeito, só mesmo que eles viviam uma vida simples e sem confortos modernos, como há 200 anos. Na noite anterior nós vimos no guia que, apesar de fora do caminho, a comunidade deles era relativamente próxima (1 hora e meia da Filadélfia), então resolvemos aparecer por lá e ver o que tinha para se descobrir.

Colocamos um centro de informações daquela região no GPS e fomos até lá pedir ajuda. Ficamos surpresos com a infra-estrutura, eles estão realmente acostumados com as visitas. Conversamos com uma das funcionárias que nos explicou um pouco sobre o que há para fazer por perto e nos deu alguns panfletos. Pegamos a dica de um hotel/motel da região e fomos almoçar. (Comi um chowder delicioso e barato – nada como estar na roça. :-))

Chegando no hotel, eles estavam pintando o estacionamento e tivemos a maior dificuldade para encontramos a entrada. Ainda por cima o dono do hotel, que estava coordenando a pintura, foi super grosso conosco. Deu raiva, pois comé que a gente ia adivinhar!!! Como não estávamos a fim de ficar rodando atrás de outro hotel resolvemos ficar por lá mesmo. A moça da recepção pelo menos foi bem simpática e ainda nos deu sabão em pó para lavar nossas roupas na lavanderia.

Com o guia em mãos e panfletos de algumas agências que fazem visitas guiadas, partimos para um tour pela região. Logo pelo caminho até chegar na agência já vimos alguns buggy e casas dos amish. Estacionamos em frente à agência e vimos que eles ofereceriam não apenas um tour pela região como também tinham um “museu” (entre aspas mesmo, parecia ser um lixo) e um teatrinho supostamente aclamado, mas que já dava para perceber que era a maior cilada… Ficamos só com o tour pela região mesmo (e foi caro viu!). A própria motorista era a guia, e antes de começar o tour deu umas informações básicas e reclamou durante uns 10 minutos sobre o Discovery Channel estar processando a empresa por infringir direito de copyright delzzzzzzzzzz roinc! Ai, que preguiça. Mas depois que a tortura reclamativa acabou e ela finalmente começou o tour, foi bem legal! Ela explicou bastante sobre como eles originalmente chegaram nos EUA. Eram suíços, mas como chegaram num navio holandês pegaram o apelido de dutch (holandeses). Enquanto ela explicava, passávamos por estradinhas bucólicas, vimos pessoas amish trabalhando, crianças brincando e os buggy (carroças) voltando para a casa.

Patinetes amish!!

Patinetes amish!!

Ah, the simple life...

Ah, the simple life…

Fizemos uma parada numa lojinha que vendia colchas (não comprei nada) e eu e o Martin ficamos do lado de fora observando as vacas e vimos algumas crianças andando pela estrada. Os amish não gostam que tirem fotografias deles, mas ao contrário do que as pessoas pensam, não é por causa deles acharem que a fotografia vai roubar a alma deles nem nada. Mas como eles acreditam numa vida simples e devotada a Deus, uma foto própria é uma demonstração de vaidade, no que eles não acreditam. Mas a guia explicou que tudo bem tirar fotos deles de costas, então foi o que eu produrei fazer.

Foi bacana observar e aprender sobre a vida deles, como não usam energia elétrica, como fazem para trabalhar, estudar… e como se adaptam ao mundo moderno, e que inclusive alguns jovens se renderam aos celulares. Foi bem surreal, mas muito, muito legal aprender tudo aquilo e ver como a vida pode ser levada completamente diferente da maneira como a gente leva. O mais incrível é que segundo a guia, pouquíssimas pessoas escolhem deixar a comunidade (eles devem escolher se querem ficar aos 18 anos).

Escola

Escola

Bora trabalhar gente!

Bora trabalhar gente!

Depois de mais umas voltas na região acabamos numa fazendinha onde tivemos a excitante oportunidade de visitar uns pôneis. Legal, né? Só que não.😉 Dava pra ver que eles estavam prolongando o tour mais do que o necessário para fazer valer o dinheiro, mas me desculpe: pônei amish é igual pônei english. Mas pelo menos na lojinha da fazenda haviam algumas coisinhas super simpáticas e inclusive livros escolares no idioma amish (“Pennsylvania German”). Foi super engraçado ler os livrinhos, parecia suíço-alemão bêbado…😛 O Martin no fim achou um cinto de couro bacana e levou para casa. Sei lá se era dutch mesmo, mas o marido gostou…🙂

O tour acabou mas como ainda estava no pique e o sol estava brilhando lindamente, sugeri de nos perdermos um pouco pelas ruazinhas da região. Foi um delícia! Colocamos um Johnny Cash para tocar e dirigimos sem destino pelas estradinhas do interior da Pensilvânia. Ainda vimos alguns buggy, as casinhas, as escolas… ah, a vida simples!🙂 Há sim um EUA longe das metrópolis, e ele é bem, bem interessante!!

:-)

🙂

Dá para ver que não é uma casa qualquer...

Dá para ver que não é uma casa qualquer…

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